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Mostrando entradas de noviembre 17, 2022

Olhares

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 No seu olhar há múltiplas figuras. São olhares de amor e de  carinho. Outros de distração e  de firmeza. Uma hora estes olhares  são os que excitam e  outras os que evitam. São olhares que divagam  e outros que enfocam. São olhares que indagam  e outros que respondem. São olhares que buscam  e outros que se encontram. Estes olhares que por vezes  me prendem são também  os que me me liberam. Porque estes olhares são  os que enamoram a primeira vista, os que no silencio da  entrega se amam na fluidez dos olhares mudos, que  dizem o que não precisava  ser dito. Poesia©Alma

Brisa

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 Brisa Toque tácito que obsequia  o vento na caricia suave do  roçar das suas asas. Pede passagem sutilmente  sussurrando baixinho ao ouvido no cantar da sua aura. Com leveza e frescor sobre  o sonido do seu cântico balança docemente a todos, com seu  galante cortejar. Na beira do mar seduz como  sereia unindo-se ao seu cheiro,  tal qual essência de sal. Beija suavemente a face dos  que fecham os olhos e a  incitam a sonhar. Ah brisa doce, de alma ligeira,  dama do vento que desacelera  o tempo e nos convida a dançar. Eleva meus sonhos e desejos  lançando-os ao vento num  espaço infinito para que se  perpetue no tempo e  acompanhe o meu caminhar. Poesia©Alma

Donos do nosso próprio destino

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 No decorrer da vida preocupamo-nos com o que irão dizer os outros, como seremos vistos, como poderíamos adaptar-nos às suas espectativas, como… como…como... E nos deixamos levar como a correnteza do rio que arrasta o que encontra pelo caminho, sem querer ao menos intentar nadar contra as águas deste contínuo fluído. Até que um dia nos conhecemos, aceitamos a nossa condição  humana, finalmente entendemos  as nossas percepções e descobrimos  com isso, que algumas das nossas imperfeiçoes são os pilares que  sustentam toda a nossa estrutura.  É o traço que define o nosso carater,  a peça matriz que faz funcionar o  nosso motor é a profundidade  que firma a nossa raiz e é o  que literalmente nos faz ser únicos. Finalmente esta correnteza  se inverte e já não somos mais  guiados pelos desejos dos outros,  deixamos de ser marionetas do  cenário da vida, para tornar-nos  donos do nosso próprio destino. Poesia©Alma