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Chove nos seus olhos negros

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Vislumbra o pensamento do pesar como um redemoinho querendo revolucionar os sentimentos que brotam desde o fundo do ser ao ressonar da pele. Busca e rebusca e entorpece por dentro até ferir a alma e deixar o ser roto e pesaroso de puro sofrer...saudades e culpa do que poderia ter sido e não foi. Tempo passado rompe os limites da era, extravasa o ciclo da vida, supera o insuperável e salta ao vazio em busca da plenitude. Pausa... pensa...recupera o tempo... aspira nele os atos de amor... relembra ... vive e celebra. Cai chuva na negritude dos teus olhos que agora brilham com o encanto das estrelas. Poema inspirado na musica do maestro Ezio Bosso - Rain in your black eyes. https://www.youtube.com/watch?v=rVpMluGD4Sc&ab_channel=EzioBosso

O canto dos pássaros no voo infinito

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 Sinais de bons tempos me elevam aos voos dos pássaros, onde o azul-celeste projeta a liberdade do céu no cantar das suas asas. Seu canto reflete a sua sublime origem que nas alturas embala o descanso das almas no recanto do prazer eterno. Sinais ... pequenos toques de amor que respeitam a natureza humana e ao mesmo tempo conectam o invisível ao visível, o intangível ao real, trazendo de volta o significado da vida. Tempo, amor e vida... mesmo que o tempo seja relativo o amor infinito e a vida eterna. O cantar do voo infinito será o elo de contacto com a divindade que habita no intimo do meu ser. A memoria do meu pai. Inspirado na música do maestro Ezio Bosso - Following a bird https://www.youtube.com/watch?v=MTWsc_uic1E&ab_channel=GiuliaZarantonello

Suspiro da Alma

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Momento em que sinto em milesimas de segundo a memoria perpetua de um instante. Doce sossego e paz que embala a minha alma em uma cançao de ninar, que me cuida e me zela sem pressa de acabar e que pertence ao infinito. Fortaleza escondida que me alça em um voo rumo a eternidade. Alivio, aconchego e refugio dos demônios da existência que tentam arrebatar-me o folego na desesperação do sofrimento humano. Alento do amor, da paz e da serenidade, onde a busca se detém e o sentido cobra existência no suspiro da alma.

Esperança

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Fecho os olhos Para poder vislumbrar este recondito lugar que a muito procuro reencontrar. Busco a cor verde das matas, dos vastos prados rodeados de liberdade dos serenos campos, da fresca brisa que um dia guardava cautiva o sigiloso impulso da vida. O atardecer de suspiros pacificos cheios de esperanças, cujas lembranças se unian em genuinos pensamentos que sussurravam por viver perpetuamente. Onde estas? Em que lugar deixei que adormecesse pausadamente a sua existencia? Porque nao me preservei para guardar o teu valor? Busco encontrar-te e regresar aos tempos em que a vida obsequiava sentido. Fecho os olhos porque sei que estarás na essência da minha alma. Fotografia de Daniel Klajmic

A chama da vida

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Sob a luz do lampião se alumbra a alma da esperança, que resiste bravia no intenso fulgor do peito humilde e forte de têm a deseja. Chama cálida que atrai a mirada cansada, que sem render-se luta incessante contra a escuridão da noite, que tenta em vão apagar seus sonhos prateados. Anelo que busca o aconchego no brilho profundo da essência que ofusca a negritude do desalento. Abrigo acolhedor que acende a chama da vida, a qual um dia se renderá apagando-se por um instante para perpetuar-se no infinito. Poesia©Alma Fotografia de  João Roberto Ripper

Alma mestiça

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Metade de mim floresce  entre as arvores do sol nascente A outra metade se enraíza  nas terras do ocidente Miscigenação que me completa  e me expande Não sou daqui nem dali Sou mais bem de mim Da sensaçao do vento no descaso do tempo Do voo no pouso sem fronteiras Da vida sem limites... sem eira nem beira Que desata as amarras dos pensamentos  rebeldes que buscam   Incansavelmente o elo da  liberdade Poesia©Alma Fotografia de MIRO

Queda

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Momento onde o silencio pede passagem, onde o enfoque exige atenção, onde o chamado requer ser ouvido, pela reflexão que reclama sua agudeza.   Musa inspiradora dos grandes êxitos da vida, incompreendida e negada até então. Quantas vezes foi ignorada e ofendida sem sequer suspeitarem que a sua existência tinha um valor estimado, o de ser compreendida e aceitada para transformar-se em uma borboleta que sai do seu casulo para  cobrir-se  de gloria. Poesia©Alma