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Olhares

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 No seu olhar há múltiplas figuras. São olhares de amor e de  carinho. Outros de distração e  de firmeza. Uma hora estes olhares  são os que excitam e  outras os que evitam. São olhares que divagam  e outros que enfocam. São olhares que indagam  e outros que respondem. São olhares que buscam  e outros que se encontram. Estes olhares que por vezes  me prendem são também  os que me me liberam. Porque estes olhares são  os que enamoram a primeira vista, os que no silencio da  entrega se amam na fluidez dos olhares mudos, que  dizem o que não precisava  ser dito. Poesia©Alma

Brisa

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 Brisa Toque tácito que obsequia  o vento na caricia suave do  roçar das suas asas. Pede passagem sutilmente  sussurrando baixinho ao ouvido no cantar da sua aura. Com leveza e frescor sobre  o sonido do seu cântico balança docemente a todos, com seu  galante cortejar. Na beira do mar seduz como  sereia unindo-se ao seu cheiro,  tal qual essência de sal. Beija suavemente a face dos  que fecham os olhos e a  incitam a sonhar. Ah brisa doce, de alma ligeira,  dama do vento que desacelera  o tempo e nos convida a dançar. Eleva meus sonhos e desejos  lançando-os ao vento num  espaço infinito para que se  perpetue no tempo e  acompanhe o meu caminhar. Poesia©Alma

Donos do nosso próprio destino

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 No decorrer da vida preocupamo-nos com o que irão dizer os outros, como seremos vistos, como poderíamos adaptar-nos às suas espectativas, como… como…como... E nos deixamos levar como a correnteza do rio que arrasta o que encontra pelo caminho, sem querer ao menos intentar nadar contra as águas deste contínuo fluído. Até que um dia nos conhecemos, aceitamos a nossa condição  humana, finalmente entendemos  as nossas percepções e descobrimos  com isso, que algumas das nossas imperfeiçoes são os pilares que  sustentam toda a nossa estrutura.  É o traço que define o nosso carater,  a peça matriz que faz funcionar o  nosso motor é a profundidade  que firma a nossa raiz e é o  que literalmente nos faz ser únicos. Finalmente esta correnteza  se inverte e já não somos mais  guiados pelos desejos dos outros,  deixamos de ser marionetas do  cenário da vida, para tornar-nos  donos do nosso próprio destino. Poesia©Alma

Fonte da vida

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 Somos grāos de areia  neste imenso oceano  de energias. Pequenas peças de um  puzzle Infinito que vai  montando-se no espaço  universal de empatias. A natureza é a māe do  equilibrio e da harmonia,  o amor sua forma de  evoluçāo  e proteçao diante  do perigo da extinçao.  O medo é o fruto da discórdia,  que gera toda as formas de  sofrimento causados pelo  delírio do caos, que busca  insanamente encher  vazios irreais, levando a  degradaçāo da evoluçāo  e a um bucle vicioso de  constante destruiçāo. Por isso todos os seres  foram criados para viverem  em comunhāo, para o seu  próprio bem e sanaçao. Poesia©Alma

No ressonar da alma

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 No ressonar da alma Momento em que sinto em  questāo de minutos a  memoria perpetua de um instante. Neste puro estado de  harmonia um remanso  de paz embala minh'alma,  como quando sinto  serenamente o ritmo de uma doce melodia, sem pressa por terminar. As perturbaçoes dos  demônios diante do do sofrimento  humano cessam de  atormentar-me e neste  mesmo instante um reconfortante alento de amor e paz detêm qualquer busca  Interior e o sentido da vida cobra existência no ressonar da alma. Poesia©Alma

Batida do Samba

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Dançam o tamborim e a cuíca ao som do ziriguidum sobre o brilho dos  Balangandās. Palmas na roda que  faz girar a rima nos  passos dos bambas. Na batida do samba, no batuque da gema, canta o surdo e o pandeiro. Cadência da boémia de sangue maneiro, que bombeia os coraçoes dos amantes altaneiros. Samba manhoso e  trigueiro que inspira e  aspira desfilar na  avenida levando  orgulhoso o  estandarte  Brasileiro. Poesia©Alma

Baile da vida

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 Vimos despidos de qualquer  vestidura para participar do cenário do baile da vida. Dançamos as partituras que se desenvolvem juntamente com os nossos parceiros de dança. Apresentamos nossa obra em comunhāo com o baile de  várias vidas, que nos inspiram  em compor a nossa própria maestria. Terminado a peça nos reunimos  nos bastidores para recolher os  frutos da gloria do espetáculo vivido. Depois esperamos o momento  vindouro para que nos chamem a participar de outra peça, cujo  baile superará o último apresentado. E assim aperfeiçoamos  juntos as nossas imperfeições, nossos erros de  atuaçāo, para estarmos sempre  na bilheteria dos melhores palcos  da vida. Poesia©Alma