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Por-do-sol

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 Sobre o tom laranja da partida o pôr-do-sol vai dexando rastros  de saudade em um mar de  lembranças que oprime o coraçāo. No horizonte o infinito se conecta com o ocaso de misturas que  abraça o prateado mar retratando  um quadro magistral. A brisa se une neste êxtase de nuances sobre o silencio  melancólico do anoitecer, que vai  exalando o suave manto das  suas sombras. Sinto a conjunçāo com a māe  natureza fazendo parte deste  explêndido momento de redençāo,  onde o virar da página se faz  necessário, para a revigoraçāo  dos sentidos e da ilusāo de um  novo amanhecer. Poesia©Alma.

Parceiros da vida

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 Parceiros que dançam  juntos o eminente  baile da vida, onde se  prima a cumplicidade  da sincronia das entregas. Olhares que se conectam  com a compasso da alma  e buscam no acalento do  corpo as carícias do ser  amado. Māos entrelaçadas que  guiam sonhos transformando-os em promessas que culminam  no querer dos amores  inesquecíveis. Entre abraços enternecidos  a dança prossegue no seu  tacto amoroso e medicinal  separando-se por instantes,  com giros que darāo o sal  à sintonía, para depois fundir-se  lentamente em um longo enlace.  Amantes que seguem o ritmo cadênciado da musica no decorrer  dos tempos cuidando com carinho e esmero os  passos da melódica vida. Poesia©Alma

Enfrentar os medos

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 Enfrentar o medo. Submergir nos sentidos. Conectar com este turvo momento  que chega sem ser convidado. Observar as emoções que cedem a sua vontade tentando enegrecer o submundo do ser, revolucionando o espirito e paralizando a mente. Na penumbra do  desconhecido se dará a luta da luz sobre as sombras é onde a viagem interior requer reconhecimento e enfoque, onde a aceitação  e o perdão se tornam  imperativos para a sanação  das feridas. Emergir para respirar profundamente o momento da liberaçāo, voltar à tona  para seguir no sendero  da vida recuperando  a fluidez da alma. Poesia©Alma

Olhares

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 No seu olhar há múltiplas figuras. São olhares de amor e de  carinho. Outros de distração e  de firmeza. Uma hora estes olhares  são os que excitam e  outras os que evitam. São olhares que divagam  e outros que enfocam. São olhares que indagam  e outros que respondem. São olhares que buscam  e outros que se encontram. Estes olhares que por vezes  me prendem são também  os que me me liberam. Porque estes olhares são  os que enamoram a primeira vista, os que no silencio da  entrega se amam na fluidez dos olhares mudos, que  dizem o que não precisava  ser dito. Poesia©Alma

Brisa

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 Brisa Toque tácito que obsequia  o vento na caricia suave do  roçar das suas asas. Pede passagem sutilmente  sussurrando baixinho ao ouvido no cantar da sua aura. Com leveza e frescor sobre  o sonido do seu cântico balança docemente a todos, com seu  galante cortejar. Na beira do mar seduz como  sereia unindo-se ao seu cheiro,  tal qual essência de sal. Beija suavemente a face dos  que fecham os olhos e a  incitam a sonhar. Ah brisa doce, de alma ligeira,  dama do vento que desacelera  o tempo e nos convida a dançar. Eleva meus sonhos e desejos  lançando-os ao vento num  espaço infinito para que se  perpetue no tempo e  acompanhe o meu caminhar. Poesia©Alma

Donos do nosso próprio destino

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 No decorrer da vida preocupamo-nos com o que irão dizer os outros, como seremos vistos, como poderíamos adaptar-nos às suas espectativas, como… como…como... E nos deixamos levar como a correnteza do rio que arrasta o que encontra pelo caminho, sem querer ao menos intentar nadar contra as águas deste contínuo fluído. Até que um dia nos conhecemos, aceitamos a nossa condição  humana, finalmente entendemos  as nossas percepções e descobrimos  com isso, que algumas das nossas imperfeiçoes são os pilares que  sustentam toda a nossa estrutura.  É o traço que define o nosso carater,  a peça matriz que faz funcionar o  nosso motor é a profundidade  que firma a nossa raiz e é o  que literalmente nos faz ser únicos. Finalmente esta correnteza  se inverte e já não somos mais  guiados pelos desejos dos outros,  deixamos de ser marionetas do  cenário da vida, para tornar-nos  donos do nosso próprio destino. Poesia©Alma

Fonte da vida

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 Somos grāos de areia  neste imenso oceano  de energias. Pequenas peças de um  puzzle Infinito que vai  montando-se no espaço  universal de empatias. A natureza é a māe do  equilibrio e da harmonia,  o amor sua forma de  evoluçāo  e proteçao diante  do perigo da extinçao.  O medo é o fruto da discórdia,  que gera toda as formas de  sofrimento causados pelo  delírio do caos, que busca  insanamente encher  vazios irreais, levando a  degradaçāo da evoluçāo  e a um bucle vicioso de  constante destruiçāo. Por isso todos os seres  foram criados para viverem  em comunhāo, para o seu  próprio bem e sanaçao. Poesia©Alma